terça-feira, 28 de setembro de 2010

Lula inaugura oito térmicas alimentadas por bagaço de cana



Rio de Janeiro - Portal 2014
postado em 28/09/2010 10:40 h
atualizado em 28/09/2010 10:57 h

O Brasil pôs hoje em operação oito novas usinas termoelétricas alimentadas com bagaço de cana-de-açúcar, que têm capacidade de gerar 543 megawatts de energia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do ato de inauguração da Usina Termelétrica Barra Bioenergia, localizada em Barra Bonita, município do interior de São Paulo.

As outras sete geradoras, também construídas em São Paulo, foram inauguradas simultaneamente.

"Estamos dando passos extraordinários para construir e mostrar ao mundo opções de produção de energia alternativa que possam livrar o mundo da emissão de gases de efeito estufa que tantos problemas causam à Terra", destacou Lula.

O presidente afirmou que, dos 28.409 megawatts de potência que foram agregados ao parque energético brasileiro em seus oito anos de Governo, quatro mil são de térmicas que utilizam a biomassa como combustível.

"As usinas térmicas de biomassa representam, hoje, o equivalente a 6,6% da matriz energética de todo o país. Atualmente, temos 375 centrais operando com capacidade para gerar 7.265 megawatts", afirmou.

As novas térmicas, cuja construção precisou de um investimento de R$ 853,6 milhões, pertencem a empresas fabricantes de açúcar e de etanol de cana-de-açúcar, segundo o Ministério de Minas e Energia.

Esta térmica terá uma potência de 66 megawatts, mas a Cosam (dona da usina) planeja ampliar a unidade para que possa produzir até 136 megawatts, suficiente, segundo a empresa, para atender a energia demandada pelas residências de uma cidade de 1,2 milhão de habitantes.

A empresa já tem em operação outras seis usinas alimentadas com bagaço de cana-de-açúcar, que produzem 569 megawatts.

Além de elogiar a "energia limpa" gerada com resíduos da cana, Lula destacou em seu discurso que o etanol produzido pelo Brasil provém da cana-de-açúcar e não do milho como nos Estados Unidos.

"Os EUA produzem etanol do milho, o que encarece o cereal e a ração para animais. O etanol americano custa três vezes mais que o nosso", afirmou Lula ao pedir a redução da tarifa que os EUA cobram sobre a importação do etanol brasileiro.

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